“Jack B., é uma personagem de ficção… mas com ambição.”
A Jack, ou melhor, a Mr. B., desconhecem-se quaisquer dados relativos à idade, saúde ou estado civil.
Umas vezes será um idoso com cartas perfumadas das mulheres que conheceu no mundo, guardadas em baús com entalhes de alabastro ao lado de um cesto com as suas mil e uma soluções medicamentosas, estas por sua vez, ornadas com as cartas dos médicos que lhe ocupam hoje o tempo que sempre foi das mulheres de outrora.
Outras será jovem, saudável ou não, dependendo do ângulo, com email no lugar papel e as teclas a pintar o mundo à sua frente.
Por vezes é um distinto Doutor, académico respeitado pelos pares que nunca teve, escreve não apenas cartas mas tratados completos sobre os mais doutos assuntos.
Não serão raras as ocasiões em que será apenas o Jack. Homem parco em falas e amigos, a quem enfurece o tempo dispendido em (quase) todas as actividades que tenham por utensilios papel e caneta. As únicas cartas que guarda consigo são as crúeis facturas que estuda com rigor, e todos os demais impessoais documentos que lhe chegam solitários pelo correio.
Mas todos estes homens terão algumas cartas para mostrar.
